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Conceitual Contadoras Associadas
Simples Nacional

Fator R: o número que decide o anexo da sua empresa no Simples

Como a relação entre folha e faturamento leva empresas de serviço do anexo V para o anexo III, e como decidir se vale ajustar o pró-labore.

Conceitual Contadoras 3 min de leitura

Duas empresas de serviço com o mesmo faturamento, no mesmo município, as duas no Simples Nacional, podem pagar alíquotas muito diferentes. Em boa parte dos casos, a explicação é uma conta simples que quase ninguém acompanha mês a mês: o fator R.

O que é o fator R

O fator R é a relação entre a folha de pagamento e o faturamento da empresa nos últimos doze meses:

Fator R = folha de salários dos últimos 12 meses ÷ receita bruta dos últimos 12 meses

Na folha entram salários, pró-labore dos sócios, a contribuição previdenciária da empresa e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Na receita entra todo o faturamento do período.

Por que ele importa

Uma lista de atividades de serviço, no Simples Nacional, pode ser tributada em dois anexos diferentes:

  • Anexo III, com alíquota nominal que começa em 6%, quando o fator R é igual ou maior que 28%;
  • Anexo V, com alíquota nominal que começa em 15,5%, quando o fator R fica abaixo de 28%.

Estão nessa regra, entre outras, atividades como desenvolvimento de software, consultoria, engenharia, arquitetura, medicina, odontologia, publicidade e diversos serviços intelectuais. O anexo é definido mês a mês, com base nos doze meses anteriores.

O que fazer com essa informação

Quando uma empresa está perto dos 28%, pequenos ajustes na folha mudam o anexo. O ajuste mais comum é revisar o pró-labore dos sócios, que conta como folha.

Só que aumentar o pró-labore tem custo. Sobre ele incidem o INSS do sócio, de 11% até o teto da Previdência, e o imposto de renda da pessoa física pela tabela progressiva. A decisão certa sai da comparação entre três números:

  1. quanto a empresa paga hoje no anexo em que está;
  2. quanto passaria a pagar no outro anexo;
  3. quanto custa, em INSS e imposto de renda, o aumento de pró-labore necessário para chegar lá.

Em muitas empresas de serviço a conta fecha a favor do ajuste. Em outras, não. O que não faz sentido é deixar o anexo ser decidido por acaso.

Os erros mais comuns

Olhar só um mês

O fator R usa doze meses. Um mês de folha alta não muda o anexo se os outros onze foram baixos. O planejamento precisa ser contínuo.

Esquecer do pró-labore

Empresas sem funcionários e com sócios que retiram tudo como distribuição de lucros costumam ter fator R zero. Além de cair no anexo V, ficam expostas a questionamento previdenciário, porque o sócio que trabalha na empresa deve ter pró-labore.

Confundir anexo com faixa

Anexo e faixa de faturamento são coisas diferentes. A faixa sobe conforme o faturamento cresce, dentro de cada anexo. O fator R decide o anexo; o faturamento decide a faixa.

Perguntas rápidas

MEI tem fator R?

Não. O MEI (microempreendedor individual) paga um valor fixo mensal. O fator R só existe para empresas no Simples Nacional fora do MEI.

Estagiário e autônomo entram na folha do fator R?

Pagamentos a autônomos, sobre os quais há contribuição previdenciária, entram. Bolsa de estágio, em regra, não entra, porque não é salário. Vale confirmar caso a caso.

Se a sua empresa presta serviço e você não sabe em qual anexo está, esse é o primeiro número que conferimos. Veja como atendemos empresas de serviços e tecnologia.

Texto informativo, atualizado em 24/09/2026, com a legislação vigente nessa data. As regras mudam com frequência e cada empresa tem particularidades: antes de decidir, converse com a sua contadora.

Vamos olhar os seus números juntos?

Quarenta e cinco minutos costumam bastar para mostrar onde a sua empresa paga imposto a mais e o que dá para ajustar ainda neste ano.

  • (48) 3033-4700
  • R. Monza, 226, Sala 406, Ed. PME Business Tower, Pagani, Palhoça/SC, 88132-147
  • Segunda a sexta, das 08h às 12h e das 13h30 às 17h30

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Ramo da empresa, faturamento aproximado e o que precisa resolver já ajudam bastante.